Edivaldo Santos: Elegeram-se prometendo serem os salvadores da “pátria”, agora eleitos, preferem salvar o “patrão”, para não contrariá-lo. Ou: A “pátria” que se dane com iluminação mais cara.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Elegeram-se prometendo serem os salvadores da “pátria”, agora eleitos, preferem salvar o “patrão”, para não contrariá-lo. Ou: A “pátria” que se dane com iluminação mais cara.


Foi aprovado, na manhã de terça-feira 04/06, em primeira discussão na câmara municipal de Feira de Santana, o projeto (nº 56/2013). O projeto que dispõe sobre a contribuição para o custeio do serviço da iluminação pública do município de Feira de Santana, que teve aumento de 20%, foi enviado à câmara municipal pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho (DEM) e foi aprovado pela maioria dos vereadores presentes, segundo foi publicado no site da câmara.



A câmara municipal de Feira de Santana é composta por 21 vereadores, e assim como ocorre em diversas cidades do nosso país, a câmara de Feira não é diferente no que diz respeito à perda do seu principal papel. Os vereadores são eleitos pelo povo, e tem como papel: discutir as questões locais e fiscalizar o ato do Executivo Municipal (Prefeito) com relação à administração e gastos do orçamento. Eles devem trabalhar em função da melhoria da qualidade de vida da população, elaborando leis, recebendo o povo, atendendo às reivindicações, desempenhando a função de mediador entre os habitantes e o prefeito. Outra importante atribuição a um vereador é a elaboração da Lei Orgânica do Município. Esse documento consiste numa espécie de Constituição Municipal, na qual há um conjunto de medidas para proporcionar melhorias para a população local. O prefeito, sob fiscalização da Câmara de Vereadores, deve cumprir a Lei Orgânica.
Mas, em Feira de Santana, bem como em muitas outras cidades brasileiras, as coisas funcionam ao oposto do que realmente deveria ser. Ao invés dos vereadores lutarem em favor da comunidade, ou votarem em favor do povo que os elegeram, lutam e votam em favor do executivo, e muitos agem desta forma, por causa de promessas que haviam feitas anteriormente no sentido de apoiá-lo, como afirmou o vereador governista José Carneiro (PSL), dizendo que o legislativo está na dependência do executivo no país e, em Feira de Santana, não é diferente, na Assembléia Legislativa da Bahia também não. Ainda segundo ele, não é permitido ao vereador governista ter autonomia para tomar decisões e contrariar o governo que faz parte. “Essa foi uma das razões que me fizeram votar no projeto. Deveríamos ter uma discussão mais ampla, mas eu acompanhei a bancada”, disse o vereador que assumiu que foi “obediente ao Poder Executivo”.



Mas quando eles estão na campanha eleitoral, o discurso é outro. O discurso é de muitas promessas. O discurso é de ajudar e de defender o povo, e as pessoas que os ouvem, pensam ser verdade, e chegam a acreditarem neles. Na campanha, a fim de se elegerem, eles prometem serem os salvadores da “pátria”, mas quando se elegem, viram os salvadores do “patrão” para não contrariá-lo. Infelizmente é assim que funciona a política no Brasil, e em Feira de Santana não é diferente e isto já está provado.



Em contrapartida, apenas três dos vinte e um vereadores votaram contra o projeto e disseram que não votaram a favor, por acharem abusivo o aumento. Mas os petistas eram minoria na casa, e foram vencidos pela maioria. O petista Alberto Nery, disse que o projeto foi colocado de uma maneira imposta a casa, e não deu nenhuma possibilidade de um debate com a participação da sociedade.



O líder do governo, Antonio Carlos Ataíde, o Carlito do Peixe (DEM), acha que isso será possível que o município custeie os serviços de iluminação pública da cidade “Essa é uma verba carimbada e revertida para melhorar a iluminação pública”. A vereadora Eremita Mota (PDT), disse que os vereadores estão sofrendo desgastes por conta da aprovação do projeto e disse que é demagogia dizer que votou porque está satisfeito. “Votei porque dei a minha palavra ao prefeito José Ronaldo (DEM, mesmo me causando prejuízo”, disse a vereadora. Eremita ainda disse que tanto na vida pessoal, quanto na vida política, tudo tem ônus e bônus, sendo que na pública a responsabilidade é maior, pois tem milhares de eleitores que lhes confiaram o voto, mas garantiu que vai continuar votando em favor dos projetos do Executivo, porém com diálogo.



Foi publicada na internet uma foto com miniaturas dos vereadores que votaram a favor do projeto e lá estava a do vereador Edvaldo Lima (PP). Um assessor do vereador o defendeu através de um comentário feito na foto, que diz o seguinte: “A titulo de informação: O Vereador Edvaldo Lima, não votou na discussão no projeto da CIP, pois estava viajando. A manifestação cristã em defesa da família, liberdade de expressão e contra o aborto, realizada na última quarta-feira (5), nos gramados da Esplanada dos Ministérios, em Brasília”. Mas ai surge uma pergunta: a votação não foi na terça-feira (04)? Porque não estava presente, ou porque não votou? Bom, ai cabe a eles responderem.



O ex-secretário de desenvolvimento econômico de Feira de Santana, Magno Felzemburgh, também considerou abusivo o aumento da Contribuição de Iluminação Pública, e prometeu entrar com uma ação civil publica contra a CIP. “Não existe nenhuma justificativa para esse aumento, que só vai desestimular a economia. O Governo Municipal poderia encontrar outra forma de arrecadar, assim como a gestão passada implantou a Nota Fiscal Eletrônica, que melhorou muito a vida dos contribuintes”, disse.

Segue abaixo a relação dos que votaram a favor do aumento:

Carlito do Peixe (DEM)
Cintia Machado (PSC)
Correia Zezito (PTB)
David Neto (PTN)
Eli Ribeiro (PRB)
Eremita Mota (PDT)
Gerusa Sampaio (PDT)
Isaias de Diego (PPS)
José Carneiro (PSL)
Marcos Lima (PRP)
Neinha (PMN)
Ronny (PSDB)
Roque Pereira (PTN)
Robeci da Vassoura (PHS)
Tonho Branco (PSC)
Wellington Andrade (PTN)

Os que votaram contra:

Alberto Nery (PT)
Beldes Ramos (PT)
Pablo Roberto (PT)

Por Edivaldo Santos, para o CantaresNet

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