Edivaldo Santos: Maria, Mulher Agraciada

sábado, 23 de junho de 2012

Maria, Mulher Agraciada

Maria é um nome hebraico, que significa senhora. Na vida cotidiana esse nome indica serenidade, força vital e vontade de viver. Por vezes são forçadas a pedir auxilio para a resolução dos muitos problemas que tem de enfrentar na vida e para agüentar a dor.
Sobre a Maria da bíblia que é o foco desse primeiro tópico dessa apostila, ela foi uma privilegiada e agraciada por Deus, porque entre as mulheres de seu tempo, foi a escolhida, honrada e agraciada por Deus, para ser a mãe do Salvador Jesus. Todos devem conhecer e estudar esta personagem do novo testamento, sem, contudo endeusá-la, ou adorá-la, pois Maria esta serva de Deus se constitui para nós cristãos, um símbolo da grande manifestação da graça de Deus. Devemos sim respeitá-la e lembrar-se dela, pois foi ela, a escolhida e agraciada como mãe do Salvador do mundo, e também por seu caráter exemplar de pureza, humildade e ternura, um exemplo da glória e nobreza de ser mãe, digno de ser seguido por todas as mulheres.
Maria foi escolhida desde o antigo testamento. Através do profeta Isaias, Deus já havia revelado o seu propósito sobre o nascimento de Jesus “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará a luz um filho, e será seu nome Emanuel” (Isaias 7.14). Após setecentos anos esta profecia se cumpriu, nascendo Jesus (Lucas 2.11). Deus enviou o anjo Gabriel a Nazaré, uma vila da Galiléia, a uma virgem, a qual era prometida em casamento a um homem chamado José, da linhagem de Davi e disse: “Salve agraciada; o Senhor é contigo: bendita és tu entre as mulheres” (Lucas 1.28). Maria, confundida e perturbada tentava imaginar o que o anjo poderia estar dizendo. O anjo vendo que Maria estava um tanto confundida e assustada, lhe tranqüilizou dizendo: “Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus; eis que em teu ventre conceberás, e dará a luz um filho, e por-lhe-as o nome de JESUS” (Lucas 1.31,32). Podemos imaginar as emoções de elevo e medo que Maria sentiu ante a extraordinária informação enlevo pela honra de ser sido escolhida entre milhões de mulheres Judias, para dar luz ao Salvador; medo por causa dos maus entendidos sobre uma gravidez antes do casamento. Mais diante de tudo isso, ela curvou-se ante a vontade do Senhor Deus (Lucas 1.38).
Ela foi escolhida porque achou graça diante de Deus. A declaração do anjo a Maria a fez entender a razão pela qual foi escolhida (Lucas 1.30). Desde o principio Deus se utilizou de homens e mulheres que acharam graça diante Dele (Genesis 6.8). A sua escolha também se deu por causa da sua obediência. Deus viu nela algo que Ele aprecia a obediência (Lucas 1.38). Apesar de ficar espantada, Maria se colocou a disposição do Senhor para que sua vontade fosse realizada (Lucas 1.29). Depois de tudo isso ela não se esqueceu de louvar e ser grata ao Senhor. Podemos ver essa gratidão demonstrada a partir dos versículos 46 aos 56 do capítulo um de Lucas. Da mesma forma que Ana, Maria exaltou ao Senhor. No seu cântico ela evocou as promessas divinas com respeito a Israel (Lucas 1.54.55). No seu cântico a Deus, ela não somente exaltou ao Senhor, mas também revelou seu interior: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (Lucas 1.46,47), revelou a grandeza de Deus: “Porque me fez grandes coisas o poderoso; Santo é o seu Nome” (Lucas 1.49). O que lhe fora revelado pelo anjo só poderá ser algo de um Deus grande e poderoso. Maria também não se esqueceu de enfatizar a graça de Deus, quando disse: “Encheu de bens os famintos, e despediu vazios os ricos” (Lucas 1.53).
Durante seu ministério terreno, Jesus teve a companhia de sua mãe Maria, em quase todos os momentos. Ela sabia que Ele “Filho de Deus”, portanto procurou sempre aproveitar sua companhia para desfrutar das maravilhas operadas por Ele. Nas bodas em Caná da Galiléia, ela estava presente (João 2.1). Para ela era um momento impar, poder estar junto de seu filho e contribuir na hora de necessidade: “Fazei tudo quanto Ele vos disser” (João 2.5). Podemos observar que ela, em momento algum quis chamar a atenção para si, mas indicou Jesus, aquele que pode todas as coisas (João 2.11). Continuamente Jesus estava cercado por uma multidão (Marcos 3.32). Mesmo assim, procurava ver seu filho e como mãe zelosa, procurava cuidar Dele (Marcos 3.31). Para Maria, a companhia de Jesus, era algo muito precioso, tanto para ela, como para os irmãos de Jesus (Marcos 6.3). Nem mesmo no momento de angústia e agonia na cruz, Maria afastou-se de seu filho “E junto à cruz de Jesus estava sua mãe Maria” (João 19.25). Como desprezar aquele filho que veio por obra e graça do Espírito Santo? (Lucas 1.35), ainda mais num momento de agonia como este. Enquanto todos o desprezaram, porem a sua mãe Maria estava ali, firme, vendo o cumprimento das profecias acerca de Jesus (Lucas 2.35).
Após sua ressurreição, Jesus mandou que todos seus discípulos ficassem em Jerusalém, até que do alto fossem revestidos de poder (Lucas 24.49). Entre eles estava lá Maria: “Todos estes perseveraram unanimente em oração e súplica, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus com seus irmãos” (Atos 1.14). Ela não desprezou o mandamento de Jesus acerca do batismo com Espírito Santo (Atos 1.8). Maria foi uma mulher perseverante, pois esperou o cumprimento da promessa até o pentecostes (Atos 2.1). Ela nunca desanimou, mais decidiu aguardar, pois conhecia seu filho e sabia que suas palavras teriam o fiel cumprimento, e por isso também foi cheia do Espírito Santo (Atos 2.4). Vale lembrar que Maria não só se destacou como mãe de Jesus, mas como uma boa discípula que aprendeu também seus ensinos. Entre todas as mulheres que serviram a Jesus (Lucas 8.1), e com as que estavam no cenáculo (Atos 1.13), estava lá Maria como uma verdadeira discípula de Jesus entre os apóstolos (Atos 1.14). Ela não faltou às reuniões de oração, louvor e meditação nos dias que antecederam ao o pentecostes e estava firme perseverando nas promessas do Senhor. Maria nos deixou um grande exemplo de uma mãe de oração. Ela poderia muito bem se valer da condição de mãe e querer esperar em “casa” o cumprimento da promessa, mas fez diferente fazendo-se presente entre os demais buscando a face do Senhor (Cantares 2.14).
Que possamos aprender com Maria a lição da humildade. Em tempo algum encontramos essa mulher exigindo adoração para si, pois ela reconhecia Jesus como filho amado de Deus (Mateus 3.17), a quem devemos toda honra, toda glória e adoração.



Autor: Ev. Edivaldo Santos

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